Execução de sentenças arbitrais anuladas sob a New York Convention
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Resumo
- A anulação na sede da arbitragem nem sempre impede a execução sob a New York Convention.
- A França admite a execução de sentenças arbitrais anuladas se forem cumpridas condições legais.
- A Inglaterra permite isso em casos limitados, sobretudo quando a anulação contraria a ordem pública inglesa.
- A Itália, em regra, recusa a execução de sentenças anuladas no âmbito do seu regime legal estrito.
- Tribunais dos EUA podem executar sentenças anuladas em circunstâncias excepcionais, com base em cortesia internacional e ordem pública.
Visão geral
A execução de sentenças arbitrais anuladas na sede da arbitragem varia entre jurisdições importantes. O artigo V(1)(e) da New York Convention prevê que o reconhecimento e a execução de uma sentença podem ser recusados se tiver sido anulada por autoridade competente na sede, mas a decisão é discricionária. Jurisdições como França, Inglaterra, Itália e Estados Unidos adotam abordagens distintas para a execução dessas sentenças.
O que aconteceu
O relatório examina como tribunais de diferentes países tratam a execução de sentenças que foram anuladas na sede da arbitragem.
Na França, admite-se a execução de sentenças anuladas se forem cumpridos requisitos legais internos, tratando as sentenças arbitrais como independentes em relação à ordem jurídica da sede.
Os tribunais ingleses admitem a execução dessas sentenças em casos excepcionais, como quando a anulação estrangeira é incompatível com a ordem pública inglesa, mas, em regra, deferem à anulação na sede quando a decisão precisa ser reconhecida.
O direito italiano, em geral, proíbe a execução de sentenças arbitrais anuladas, sem distinguir entre anulações totais ou parciais.
Nos Estados Unidos, os tribunais exercem discricionariedade: por vezes executam sentenças anuladas se a anulação for considerada incompatível com a ordem pública dos EUA, mas o patamar é elevado e a prática é inconsistente.
Contexto
O artigo V(1)(e) da New York Convention utiliza linguagem permissiva, conferindo ao tribunal competente a discricionariedade para reconhecer sentenças anuladas. A legislação nacional e a prática dos tribunais moldam como essa discricionariedade é exercida. Embora a França e, em menor medida, a Inglaterra possam admitir a execução em certas circunstâncias, a Itália mantém uma abordagem restritiva. Nos EUA, os tribunais ponderam cortesia internacional e ordem pública para decidir se devem executar sentenças anuladas.
Essas diferenças mostram a falta de harmonização na execução de arbitragens internacionais, com os resultados dependendo da jurisdição em que se busca o reconhecimento.
Porque importa
- A divergência na prática nacional afeta as estratégias das partes na arbitragem internacional, especialmente quanto à execução de sentenças.
- Compreender as abordagens em jurisdições-chave é essencial para avaliar riscos de execução quando as sentenças forem anuladas na sede.
