Tribunal arbitral rejeita tutela antecipada do GPA para bloquear ações do Casino

Publicado 2026-04-15 3 min read 1 source

Resumo

  • Tribunal arbitral negou o pedido de tutela antecipada feito pelo GPA para bloquear ações em posse do Casino.
  • A decisão não afeta o mérito da arbitragem principal, que seguirá normalmente.
  • A arbitragem trata de supostas deduções indevidas de amortização de ágio no IRPJ entre 2007 e 2013.

Visão geral

Um tribunal arbitral rejeitou o pedido de tutela antecipada do GPA (Grupo Pão de Açúcar) para bloquear ações detidas pelo grupo francês Casino. A decisão foi comunicada pelo GPA, que destacou que o mérito do processo arbitral ainda será analisado e que o procedimento seguirá seus trâmites regulares.

O que aconteceu

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) apresentou pedido de tutela antecipada na arbitragem para bloquear ações e recursos decorrentes de vendas de papéis atualmente em posse do Casino, ex-controlador do GPA.

A solicitação foi negada pelo tribunal arbitral responsável, que entendeu não caber o bloqueio neste momento processual.

O GPA declarou que a decisão não interfere na análise do mérito da arbitragem, que continuará em curso na Corte Internacional de Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional.

O grupo informou que avalia medidas para assegurar seus direitos e interesses no prosseguimento do litígio.

Contexto

O pedido de bloqueio de ações foi apresentado pelo GPA em março do ano passado com o objetivo de preservar seus direitos enquanto o procedimento arbitral estivesse em andamento.

A arbitragem discute a suposta dedução indevida de amortização de ágio no recolhimento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) entre 2007 e 2013, envolvendo questões societárias sensíveis entre GPA e seu antigo controlador, Casino.

Por que importa

  • A decisão evidencia a cautela de tribunais arbitrais ao conceder medidas liminares em disputas societárias complexas.
  • O caso prossegue na Câmara de Comércio Internacional, reforçando a importância das discussões sobre amortização de ágio e práticas fiscais em operações societárias de grande porte.

Fontes

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