Governo de Portugal propõe restringir a arbitragem obrigatória em contratos públicos
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Resumo
- Portugal propõe impedir que entidades públicas imponham arbitragem em contratos públicos.
- As novas regras garantiriam que a recusa da arbitragem não exclui as empresas dos procedimentos de contratação pública.
- A iniciativa procura reforçar a liberdade contratual, mantendo a intenção de incentivar a arbitragem para aliviar a sobrecarga dos tribunais.
Visão geral
O governo português propôs alterações às regras que regem os contratos públicos, com o objetivo específico de impedir que as entidades públicas façam da arbitragem um requisito para participar em concursos públicos. As mudanças propostas visam dar às partes contratantes mais liberdade, garantindo que as empresas não podem ser excluídas dos procedimentos de contratação pública por recusarem aceitar a arbitragem.
O que aconteceu
Segundo o relatório, o governo continua a incentivar a arbitragem como forma de aliviar o ónus sobre os tribunais administrativos.
Apesar desse incentivo, as alterações legais propostas impediriam qualquer entidade pública de exigir a arbitragem como condição obrigatória para a participação em contratos públicos.
O Código dos Contratos Públicos revisto procuraria reforçar a liberdade contratual entre as partes envolvidas na contratação pública.
Se for aprovado, nenhuma entidade privada ou empresa seria excluída de contratar com o setor público com base apenas numa recusa em aceitar a arbitragem.
Contexto
A arbitragem tem sido frequentemente utilizada em Portugal como mecanismo para resolver litígios decorrentes de contratos públicos, em parte para reduzir a carga dos tribunais administrativos.
A iniciativa legislativa responde a preocupações de que cláusulas de arbitragem obrigatória possam limitar o acesso à contratação pública para potenciais adjudicatários que possam preferir ou precisar de resolver os litígios através dos tribunais.
Porque importa
- A alteração da regra proposta pode afetar a forma como os litígios em contratação pública são resolvidos em Portugal, aumentando a flexibilidade para os concorrentes.
- Pode incentivar uma participação mais ampla em concursos públicos ao assegurar que as empresas não são compelidas a aceitar a arbitragem como condição prévia para serem elegíveis.
