Suprema Corte da Índia: tribunais do art. 11 não podem excluir pedidos como não arbitráveis
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Resumo
- A Suprema Corte da Índia confirma que a fiscalização judicial é limitada na fase do art. 11.
- Os tribunais devem apenas decidir se existe um acordo de arbitragem, não excluir pedidos como não arbitráveis.
- O tribunal arbitral deve resolver as objeções quanto à arbitralidade dos pedidos.
- A decisão do Tribunal Superior de Delhi foi parcialmente anulada; todos os pedidos devem ser remetidos à arbitragem.
Visão geral
A Suprema Corte da Índia decidiu que o tribunal que exerce jurisdição nos termos do art. 11 da Lei de Arbitragem e Conciliação de 1996 fica limitado a determinar se existe um acordo de arbitragem. Se houver tal acordo, todos os pedidos devem ser remetidos à arbitragem e eventuais objeções sobre se pedidos específicos são não arbitráveis devem ser resolvidas pelo tribunal arbitral.
O que aconteceu
A Suprema Corte da Índia analisou um recurso decorrente de uma decisão do Tribunal Superior de Delhi que, ao nomear um tribunal arbitral nos termos do art. 11 da Lei de Arbitragem e Conciliação de 1996, excluiu alguns pedidos por serem não arbitráveis.
O recorrente contestou a exclusão, pelo Tribunal Superior, de pedidos específicos, sustentando que, na fase do art. 11, o papel do tribunal seria apenas o de determinar a existência de um acordo de arbitragem.
A Suprema Corte examinou a jurisprudência recente e anterior, bem como a disposição legal relevante, reiterando que o art. 11(6A) restringe a investigação do tribunal à existência de um acordo de arbitragem.
O Tribunal decidiu que a questão de os pedidos serem não arbitráveis ou estarem abrangidos por matérias excluídas cabe ao tribunal arbitral, e não ao tribunal responsável pela nomeação. Anulou a decisão do Tribunal Superior quanto à exclusão de alguns pedidos, permitindo que todos os pedidos fossem remetidos ao tribunal.
Contexto
A controvérsia era se os tribunais indianos, na fase de nomeação de um árbitro nos termos do art. 11 da Lei de Arbitragem e Conciliação de 1996, também poderiam decidir se alguns pedidos seriam não arbitráveis.
O tema segue uma linha de decisões recentes da Suprema Corte da Índia que destacam a intervenção judicial mínima e limitam a investigação do tribunal à existência de um acordo de arbitragem.
Porque importa
- Esclarece o papel limitado dos tribunais indianos na fase de arbitragem do art. 11.
- Garante maior autonomia para os tribunais arbitrais decidirem sobre a arbitralidade dos pedidos.
- Oferece orientação para pedidos futuros ao abrigo do art. 11 e para nomeações judiciais na Índia.
