Presidente do Panamá nega aliança com a Maersk durante arbitragem com a Panama Ports Company
Resumo
- O presidente José Raúl Mulino nega a existência de alianças entre o Governo panamenho e a Maersk.
- A Maersk está envolvida em arbitragem internacional com a Panama Ports Company (PPC).
- O Governo afirma que existe apenas uma operação transitória nos portos, após decisão judicial.
- A concessão da PPC foi anulada pela Corte Suprema de Justiça do Panamá.
Visão geral
Em resposta a declarações da Panama Ports Company (PPC) sobre supostas alianças entre o Estado panamenho e a naviera Maersk durante uma arbitragem internacional, o presidente José Raúl Mulino assegurou que a gestão dos principais portos do país é exclusivamente transitória e em cumprimento de uma decisão judicial.
O que aconteceu
A Panama Ports Company iniciou uma arbitragem internacional contra a dinamarquesa Maersk, depois que esta última assumiu a operação dos terminais portuários mais importantes após a anulação do contrato de concessão da PPC.
A PPC acusou a Maersk de se alinhar com o Estado em uma campanha para substituir a PPC por meio da tomada de controle dos portos de Balboa e Cristóbal.
O presidente Mulino declarou publicamente que o Governo do Panamá apenas cumpre uma decisão da Corte Suprema de Justiça, negando qualquer aliança com a Maersk.
A gestão portuária atual é transitória, por até 18 meses, sob responsabilidade da APM Terminals (subsidiária da Maersk) em Balboa e da Terminal Investment Limited (da MSC) em Cristóbal.
Contexto
Em 30 de janeiro de 2026, a Corte Suprema de Justiça do Panamá anulou a concessão da PPC e permitiu que o Estado assumisse o controle dos portos de Balboa e Cristóbal.
Em 23 de fevereiro, a Autoridade Marítima do Panamá concedeu a gestão transitória à APM Terminals e à TiL, enquanto a situação legal e contratual definitiva dos portos é definida.
Por que importa
- A situação afeta a gestão dos dois principais portos do Panamá e a continuidade de operações marítimas essenciais.
- O desfecho da arbitragem pode ter implicações econômicas e legais para as partes envolvidas, bem como para a administração portuária do país.