Bélgica vai exigir que as empresas paguem pelo menos 250 euros por cada caso de mediação de consumo a partir de 2027
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Resumo
- A partir de janeiro de 2027, as empresas belgas deverão pagar pelo menos 250 euros por cada caso elegível de mediação de consumo.
- A medida pretende transferir o financiamento de contribuintes para as empresas envolvidas e acelerar a resolução dos conflitos.
- A contribuição sobe para 500 euros em disputas complexas ou com valor acima de 50.000 euros.
- Entidades do setor criticam a política por considerarem que é desequilibrada, apontando novos encargos financeiros e administrativos.
Visão geral
A partir de 2027, a legislação belga exigirá que todas as empresas cooperem nos procedimentos de mediação de consumo e paguem uma contribuição mínima de 250 euros por cada caso aceito, com aumento nos litígios mais complexos ou de maior valor. A política pretende financiar o serviço de mediação de consumo por meio de contribuições do setor, em vez de subsídios do governo. Associações comerciais levantaram preocupações sobre a equidade e os possíveis impactos nas empresas.
O que aconteceu
O governo federal belga vai determinar, a partir de janeiro de 2027, que as empresas paguem pelo menos 250 euros por cada reclamação recebível tratada pelo Consumer Mediation Service. Nos casos que envolvam questões complexas ou disputas que ultrapassem 50.000 euros, a contribuição aumentará para 500 euros.
O procedimento de consumo em si continuará gratuito para os indivíduos. Empresas que se recusarem a cooperar poderão enfrentar multas entre 208 e 80.000 euros, com possibilidade de até 200.000 euros em multas em casos de má-fé.
Serão criadas câmaras específicas por setor dentro do serviço de mediação para tratar disputas relacionadas a construção, comércio, pacotes de viagem e veículos. A equipe do serviço quase dobrará com a contratação de nove funcionários adicionais.
A partir de 2028, os subsídios governamentais ao serviço de mediação serão retirados, transferindo integralmente a responsabilidade financeira para as empresas envolvidas nos litígios.
Contexto
De acordo com o governo, essas novas regras têm como objetivo acelerar a resolução de disputas de consumo e reduzir a carga sobre os tribunais. Em 2022, o Consumer Mediation Service registrou um aumento de 37% nos contatos, totalizando 20.501.
Associações empresariais como a Unizo e a Buurtsuper se opuseram à aplicação uniforme da contribuição, argumentando que ela impõe custos também às empresas diante de reclamações infundadas ou fracas e cria encargos administrativos, especialmente para empresas que já adotam práticas favoráveis ao consumidor.
Porque importa
- Transfere o custo da mediação de consumo do financiamento público para as empresas específicas envolvidas no conflito.
- Pode reduzir a carga de processos nos tribunais e acelerar a resolução de disputas de consumo.
- Levou entidades do setor a criticar a equidade e as consequências práticas, sobretudo para setores que normalmente resolvem reclamações sem mediação.
