Astilleros Cardama inicia arbitragem contra o Uruguai sobre contrato de navio-patrulha

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Resumo

  • A Astilleros Cardama iniciou arbitragem internacional contra o Uruguai.
  • O litígio envolve o contrato de 82,2 milhões de euros para dois navios-patrulha.
  • A arbitragem será conduzida em Paris, sob as regras da ICC.
  • O Uruguai sustenta que a rescisão do contrato foi legal.

Visão geral

A Astilleros Cardama, empresa de construção naval com sede na Espanha, iniciou um procedimento arbitral internacional contra o governo do Uruguai. A disputa decorre da rescisão pelo Uruguai de um contrato de 82,2 milhões de euros para a construção de dois navios-patrulha oceânicos, decisão tomada unilateralmente pelo governo uruguaio em fevereiro.

A arbitragem será conduzida em Paris, conforme previsto no contrato original.

O que aconteceu

Em 13 de fevereiro de 2026, o governo uruguaio, liderado pelo presidente Yamandú Orsi, anunciou o cancelamento definitivo do contrato para dois navios-patrulha inicialmente encomendados à Astilleros Cardama.

O governo também começou a buscar indenizações.

A Cardama respondeu contestando a legalidade da rescisão e pedindo a retirada dos navios parcialmente construídos do seu estaleiro.

Com o andamento do caso travado nos tribunais uruguaios, a Cardama decidiu levar a disputa para arbitragem internacional.

A empresa protocolou um pedido junto à International Chamber of Commerce (ICC) em Paris, em linha com a cláusula de solução de controvérsias do contrato.

Autoridades uruguaias disseram estar confiantes na sua posição, afirmando que o contrato foi rescindido de acordo com processos legais e transparentes.

O governo também questionou a decisão da Cardama de buscar arbitragem internacional sem esgotar os recursos locais.

Contexto

O contrato da Cardama com o Uruguai previa a montagem de dois navios-patrulha oceânicos na unidade Vigo da empresa.

A controvérsia surgiu após o Uruguai cancelar a aquisição, alegando preocupações sobre a transação.

As autoridades uruguaias também buscam suas próprias ações judiciais por indenizações relacionadas ao contrato, e pedidos de informação sobre o caso permanecem pendentes no sistema judiciário do país.

Porque importa

  • Esta arbitragem destaca a execução de contratos transfronteiriços e o uso de fóruns internacionais de resolução de disputas quando os processos legais locais ficam paralisados ou se mostram insatisfatórios para uma das partes.
  • O caso é relevante para partes envolvidas em licitações governamentais e contratos internacionais de construção naval, ilustrando os caminhos contratuais e os recursos disponíveis no comércio internacional.

Fontes

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