Tribunal de Apelações dos EUA rejeita ação de Zia Chishti e mantém a decisão arbitral de Tatiana Spottiswoode
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Resumo
- Tribunal federal de apelações dos EUA rejeitou a ação de Zia Chishti
- A decisão arbitral de 2019, em favor de Tatiana Spottiswoode, permanece válida
- As alegações de Chishti foram rejeitadas e a medida solicitada foi negada
- A decisão encerra o questionamento de Chishti nos tribunais dos EUA
Visão geral
Um tribunal federal de apelações dos EUA confirmou a rejeição da ação de Zia Chishti contra Tatiana Spottiswoode e outras pessoas, mantendo inalterada uma decisão arbitral de 2019 a favor de Spottiswoode. A ação de Chishti buscava derrubar a decisão arbitral confidencial após alegações relacionadas a agressão sexual e assédio levantadas por Spottiswoode.
O que aconteceu
Em julho de 2026, a US Court of Appeals for the District of Columbia Circuit, de forma unânime, manteve a decisão de primeira instância que rejeitou a ação de Zia Chishti.
Chishti, ex-executivo da Afiniti e da TRG, buscou indenização e uma ordem para anular uma decisão arbitral de 2019 concedida a Tatiana Spottiswoode, ex-funcionária da Afiniti.
O tribunal de apelações concluiu que o testemunho de Spottiswoode perante um comitê do Congresso foi protegido por prerrogativa por ter sido prestado sob intimação (subpoena) e como parte de um procedimento legislativo.
As declarações feitas à mídia e comentários públicos sobre o caso foram considerados protegidos como opinião sob a Primeira Emenda ou pela prerrogativa de informação fiel (fair reporting privilege).
O tribunal de apelações se recusou a reexaminar a validade da decisão arbitral de 2019, entendendo não haver fundamento para alívio. O tribunal observou que um acordo em um caso de difamação no Reino Unido, em 2025, não estava em discussão nessa decisão.
Contexto
O caso subjacente diz respeito à arbitragem confidencial de Tatiana Spottiswoode contra Zia Chishti, envolvendo alegações de agressão sexual e assédio. A decisão arbitral de 2019 foi favorável a ela antes de seu testemunho público no Congresso em 2021.
A ação posterior de Chishti nos EUA buscou reverter a decisão arbitral e pleitear indenização, mas tanto o tribunal de primeira instância quanto o tribunal de apelações rejeitaram seus pedidos.
Porque importa
- A decisão reafirma a executabilidade de decisões arbitrais confidenciais nos tribunais dos EUA, inclusive em casos envolvendo testemunho de alto perfil e alegações públicas.
- Também esclarece proteções legais para depoimentos perante o Congresso e para declarações relacionadas a temas de interesse público.
